27 de julho de 2013

[RESENHA] As Violetas de Março, Sarah Jio



De início conhecemos Emily Wilson, ela escreveu um livro que se tornou Best Seller. Ela tinha tudo para ser uma mulher bem sucedida, mas seu casamento teve fim e ela está sem inspiração para escrever um novo livro. Decidida a mudar sua vida ela vai passar o mês de março em Bainbridge Island para tentar esquecer o final do casamento tribulado e quem sabe possuir uma ideia para o seu próximo livro. 

Ao chegar a Bainbridge Island ela fica na casa de sua tia Bee, lugar na qual ela passou vários verões em sua juventude. E é lá que Emily encontra um diário que transforma completamente sua ida à ilha e também é lá que o passado e o presente se mesclam formando esta linda narrativa. Estamos diante de uma obra simples e emocionante. 

Esse período em que Emily passa na ilha ela aprende mais sobre si e também sobre o estranho passado que sua família tem. É surpreendente o poder dominante que este livro tem sob os leitores, ele acarreta imensas e intensas emoções, nos faz refletir além de nos colocar completamente na história, coloco nesse termo mesmo, HIS-TÓ-RIA (\õ/). Para mim toda essa narrativa foi real, realmente aconteceu e foi apenas transcrita para o papel. 

Ao longo da narrativa sobre a passagem de Emily na ilha acompanhamos também a leitura do misterioso diário feita por ela, foram momentos extremamente mágicos.

[...] Deixo-lhe um pensamento, um pensamento sobre o amor que me levou a passar por muitos fracassos: o grande amor perdura ao tempo, à mágoa e a distância. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive. Sei disso agora, e espero que você também [...]

A editora Novo Conceito está de parabéns pelo trabalho gráfico que o livro possui. São capítulos de tamanhos médios auxiliando a rápida leitura do livro. Não tive como não marcar esse livro como um dos meus favoritos. Indico à leitura a todos. 


22 de julho de 2013

Resultado da promoção Resenha Premiada



Como prometido aqui está o resultado da promoção Resenha Premiada





Parabéns Francielle Couto Santos! O e-mail será enviado e terá dois dias para ser respondido, caso contrário será feito um novo sorteio.

Não fique triste você que não ganhou logo, logo haverá outras promoções você poderá participar novamente (:

 

17 de julho de 2013

[Indicação] A Cidade do Sol, Khaled Hosseini



Recentemente tive a oportunidade de ler o livro A Cidade do Sol do autor Khaled Hosseini. Um livro fantástico! Pensei em fazer uma resenha, mas creio que não teria palavras que pudessem transpor tamanha a emoção que senti ao ler esse livro. Este post será uma breve, ou não tão breve assim, indicação sobre esta magnífica obra.

O mulá admitiu para Mariam que, por vezes, não compreendia o sentido das palavras do Corão, mas gostava dos sons encantatórias das palavras árabes que pareciam rolar em sua língua. Disse ainda que elas lhe traziam conforto, apaziguavam o seu coração.
– Elas vão fazer isso por você também, Mariam jo – observou ele. – Sempre pode evocá-las em caso de necessidade, e elas não vão lhe faltar. As palavras de Deus nunca irão traí-la, minha menina.

Sinopse: Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistério.


Mariam ficou ali deitada no sofá, com as mãos entre os joelhos, olhando a neve que girava e rodopiava do outro lado da vidraça. Lembrou que Nana tinha dito, certa vez, que cada floco de neve era o suspiro de uma mulher sofrida em algum canto do mundo. Todos esses suspiros subiam ao céu, formavam nuvens e, então se partiam em mil pedacinhos que caíam, em silêncio, sobre as pessoas aqui embaixo.
“Para lembrar como sofrem as mulheres como nós”, disse ela. “Como aguentamos caladas tudo o que nos acontece.”


As vidas de Mariam e Laila se chocam de uma forma inesperada. Duas mulheres completamente diferentes, mas que se tornam além de amigas, irmãs. As histórias delas duas são relatas em meio ao abalo que o Afeganistão tem. As diferenças sociais e preconceitos são intensamente relatados ao longo da narrativa. Vivenciamos os sofrimentos e as poucas felicidades que ambas tem durante a história é sem palavras. Khaled Hosseini fez uma obra comovente, simples e fantástica. Além da história dessas mulheres conhecemos também a cultura afegã. Fiquei impressionada com tamanho preconceito e submissão que as mulheres afegãs sofrem. Não há como não derramar lágrimas ao ler A Cidade do Sol, é tão emocionante... você sente que está ao lado de Mariam e Laila durante todo o livro, você quer que o futuro delas mudem...

Indico a todos essa incrível narrativa e as emoções que eu havia mencionado no início elas sempre estarão na minha memória e na memória daqueles que assim como eu também leram e amaram o livro.

 – Aprenda isso de uma vez por todas, filha: assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente. Sempre. Nunca se esqueça isso, Mariam.


 

12 de julho de 2013

[RESENHA] Inferno, Dan Brown

O blog Entre Livros e Livros não poderia ficar de fora e também resenhou o livro Inferno. Vamos conferir?

Em breve vocês saberão o que deixei para trás.
No entanto, mesmo aqui, posso sentir os passos as almas ignorantes que me perseguem... e que tentarão impedir os meus atos, sem deixar que nada as detenha.
“Perdoe-as”, vocês também digam, “pois elas não sabem o que fazem”. Mas chega um momento na história em que o pecado da ignorância não pode ser mais perdoado... um momento em que só o conhecimento tem o poder da absolvição. Pág 46

Como sempre Dan Brown intriga e instiga os leitores com suas obras e com Inferno não foi diferente. A obra possui uma estória intrigante, instigante, inteligente e misteriosa, fazendo com que os leitores surtem ao ler! (tipo, eu surtei! E AINDA ESTOU SURTADA \Õ/)

Robert Langdon acorda em um hospital com um ferimento na cabeça e ao olhar para a janela do seu quarto percebe que está em Florença e não sabe como foi parar lá. Ele percebe que não se recorda do que aconteceu durante as últimas 36 horas, pois desde que Robert se recorda ele deveria estar nos Estados Unidos.

Depois de sofrer um atentado, Robert foge com a ajuda da jovem médica Sienna Brooks, que por vez se mostra bastante prestativa com a iniciativa de ajudar o professor. Em meio a essa fuga, Sienna revela à Langdon que fora encontrado em seu paletó um cilindro, cuja imagem contida nele acusava ser uma espécie de risco biológico e dentro deste cilindro há uma espécie de reprodutor de imagem e nele continha nada menos que o Mapa do Inferno, pintura do conhecidíssimo pintor Sandro Botticelli.

Tendo posse este estranho objeto, Langdon e Sienna vão através dessa busca inquietante através de códigos e pistas criados por uma mente brilhante, denominada de Sombra, obcecada pelo fim do mundo e por uma das obras mais importantes do mundo: A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

É a partir daí que ocorre o desenrolar eletrizante de Inferno. Buscas e encontrarás é a frase que provoca o estopim de códigos e pistas para que Langdon com a ajuda da jovem médica descubram que o está acontecendo e procurar deter o que a Sombra esteja planejando.

Dan Brown, além de narrar a busca incansável de Langdon para descobrir o que está ocorrendo e o que aconteceu também nas ultimas 36 horas, busca destacar um problema mundial que é a superpopulação, que avançou de forma surpreendente durante os vários séculos que já se passaram, de uma forma intrínseca e sem enrolações e também uma possível solução para este problema, uma solução engenhosa, posso afirmar. Durante todo o livro temos arte e literatura italiana presente nos mínimos detalhes.

O vilão se tornou para mim o melhor personagem do livro. Além de uma mente engenhosa, sua ideia para salvar o mundo da superpopulação é extremamente fantástica, por fim quando descobri o que de fato era essa tal ameaça, eu fiquei estupefata com tamanha genialidade. Além de transmitir isso para o leitor, de forma simples, Brown nos faz refletir sobre um possível futuro da humanidade, na qual a superpopulação é um dos problemas mais agravantes.

– Abra os olhos! Estamos à beira do fim da humanidade e o que nossos lideres mundiais fazem é ficar sentados em seus gabinetes encomendando estudos sobre energia solar, reciclagem e carros híbridos? Como é que a senhora, uma cientista tão instruída, não consegue enxergar a verdade? Destruição da camada de ozônio, falta d’água e poluição não são a doença... são os sintomas. A doença é a superpopulação. Ou encaramos esse problema, ou estamos só pondo um Band-Aid em cima de um tumor maligno e agressivo. Pág 137

A diagramação do Inferno continua semelhante aos outros livros de Brown, com capítulos medianos e letras pequenas, mas que não atrapalham de forma alguma a leitura. Fãs de Brown com certeza já estão com esse livro na estante, para àqueles que ainda pensam se compram ou não esse livro, só digo algo: comprem e vocês irão se surpreender!

Alguém precisa travar essa guerra – concluiu o vulto – ou esse será o nosso futuro. Isso é matematicamente certo. A humanidade agora está vivendo em um purgatório de procrastinação, indecisão e ganância pessoal... mas os círculos do Inferno estão à espera, bem debaixo dos nossos pés, aguardando pra consumir a todos nós. Pág 135        




9 de julho de 2013

[Wishlist do mês]

Dia de wishlist e coloquei na postagem de hoje alguns dos livros que estou mais interessada em ler no momento. Vamos conferi-los?

Sinopse - A Divina Comédia - Dante Alighieri

Obra-prima de Dante Alighieri, A Divina Comédia exerceu grande influência em poetas, músicos, pintores, cineastas e outros artistas nos últimos setecentos anos. Dante, o personagem da história, narra, em forma de poema, uma odisséia pelo Inferno, pelo Purgatório e pelo Paraíso, descrevendo cada etapa da viagem com detalhes quase visuais. Nessa viagem é guiado, no Inferno e no Purgatório, pelo poeta Virgílio, e no Céu por Beatriz, musa do autor em várias de suas obras.


Sinopse - Game of Thrones: Por Dentro da Série da HBO - Bryan Cogman

A superprodução Game Of Thrones da HBO reina como a série de TV a cabo com maior audiência. Este livro dá aos milhares de fãs novas maneiras de entrar neste mundo de ficção e descobrir mais sobre os amados (e odiados) personagens e sobre os enredos eletrizantes. Centenas de fotos da produção dos sets e figurinos, história dos bastidores revelam como os criadores da série transformaram o best-seller de fantasia do George R.R. Martin no mundo de Westeros. Apresentando entrevistas com atores e membros da equipe que captam os melhores momentos das duas primeiras temporadas, bem como um prefácio de George R. R. Martin. Este volume especial, encadernado em capa ricamente trabalhada, oferece acesso exclusivo a esta série televisiva sem precedentes.

Sinopse - Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.

Sinopse - O Código Da Vinci - Dan Brown

Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso simbologista de Harvard, podem desvendar. Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica. Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando com perfeição os ingredientes de uma envolvente história de suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade. "O Código da Vinci" prende o leitor da primeira à última página.
                                                          


6 de julho de 2013

[Resenha] A Pousada Rose Harbor, Debbie Macomber, por Mikaelle Santana

Talvez essa dor que eu carregava como se fosse uma camada extra de pele diminuísse lentamente. Mas me apaixonar novamente? Eu sinceramente duvidava que fosse possível. Agora encontrar a verdadeira felicidade e sentir alegria novamente eram questões quem apenas o tempo poderia responder. Pág 47.

A Pousada Rose Harbor é um dos romances da autora Best-Seller Debbie Macomber, que retrata o passado e presente e ainda deixa uma ideia do um futuro para três personagens: Josh, Abby e Jo Marie. Todos carregam sua culpa, seu ódio e seu remorso. É com a história de vida de cada um que podemos refletir sobre nossa própria vida, nossos sentimentos, nossas atitudes e magoas.

Jo Marie Rose sofre com a perda de seu marido, Paul, depois de um trágico acidente. Com o dinheiro do seguro, ela decide abandonar sua antiga vida e comprar uma pousada em Cedar Cove, onde reconstrói sua vida. Jo Marie aprende a superar a perda de seu grande amor e ajuda seus hóspedes a reconstruírem suas vidas da forma correta.

Josh, o primeiro hóspede da pousada, guarda fortes ressentimentos de seu padrasto Richard pelas ofensas físicas e principalmente verbais que se agravaram logo após a morte de sua mãe, Teresa, e mais ainda quando Dylan, o filho de Richard faleceu. Josh reencontra Michelle, sua antiga vizinha, que o impressiona muito com suas revelações, maturidade e beleza. Ao decorrer dos fatos, Josh passará por vários desafios, entre eles estão os dois principais: será que vale a pena largar tudo por um amor? É tão difícil, assim, perdoar?

Abby sofre com a culpa e as marcas deixadas após o acidente que tirou a vida de Ângela, sua melhor amiga. É quando o casamento do seu irmão a faz voltar a Cedar Cove e resgatar velhas lembranças. Abby, assim como Josh, passa por inúmeras provações: é possível deixar uma forte lembrança incólume dentro de si? É preciso se perdoar e vencer seus medos? A realidade é tão cruel assim como parece?

Todas essas perguntas serão respondidas neste livro de forma atrativa, assim beneficiando o leitor, pois as respectivas perguntas também se aplicam à nossa realidade e que muitas vezes tratam de nos confundirem.

A narrativa de A Pousada Rose Harbor nos apresenta uma linguagem clara, facilitando a compreensão. A capa é, através de suas cores e ilustrações, atrativa. Contém capítulos longos e possui ao total 349 páginas. O livro acompanha um conteúdo extra que ensina padrões de tricô. Eu recomendo! É um ótimo livro! Boa leitura!


Agradeço a todos que comentaram na minha primeira resenha! :)

1 de julho de 2013

[ E aí, como foi o filme?! ] Histórias Cruzadas - Ronaldo Gomes

Sabe quando você procura palavras para definir algo e simplesmente elas não conseguem transparecer a grandiosidade de tudo o que você quer falar?! É exatamente assim que sinto-me quando tento falar para as pessoas o quanto esse filme consegue ser melancólico, bonito, e esplendidamente verdadeiro.


Baseado no livro ‘A Resposta’, o filme traz como trama principal a sociedade norte-americana dos anos 60, em uma história narrada sob o ponto de vista de uma das muitas mulheres negras que eram empregadas em casas de alta classe, e discriminadas por sua cor.



Eugenia Skeeter (Emma Stone) está cansada de ver tanta injusta. Criada por uma negra,empregada da família  - que ela tem quase como mãe – a jovem parece inconformada com os absurdos cometidos contra os negros. O preconceito não está apenas no trabalho – onde as domésticas não somente cuidavam dos filhos das patroas, tinham que limpar, cozinhar e deixar tudo impecável, porém não podiam ao menos utilizar o mesmo banheiro e os mesmos talheres – mas em todo lugar: seja em uma entrada específica em estabelecimentos, seja em ônibus utilizadas especialmente para transportar pessoas ‘de cor’.


Foi virando colunista de culinárias e coisas domésticas, que Skeeter acaba aproximando-se de Aibileen (Viola Davis), uma das negras que trabalhava na casa de uma amiga de sua família. Tocada com tudo que a empregada sofria, ela tem a brilhante ideia de começar a escrever um livro, como um relato da vida dessas pessoas que sofriam injustamente por serem consideras inferiores.



A princípio, o medo e a recusa de Aibileen é o que move ainda mais os instintos jornalísticos da jovem Skeeter. Determinada a contar as histórias, sejam elas: tristes, alegres, cômicas e desafiadoras, dessas mulheres negras, a jovem ao mesmo tempo vê nesse trabalho a oportunidade de mostrar ao mundo o quão desprezível é o preconceito, e acender uma chama de esperança no coração de Aibileen e todas as que estão dispostas a compartilham uma particularidade de suas vidas.



‘Histórias Cruzadas’ consegue passar verdade em cada uma de suas interpretações, seus diálogos e em sua história sólida. Com personagens fortes e determinados, o toque especial que permeia todo o filme é o fato de você saber que mesmo tratando-se de uma história de ficção, aquilo, em algum lugar, em um determinado tempo, realmente aconteceu.


Fico pensando em quanto o assunto abordado é polêmico. Com um cunho reflexivo, esse filme nos abre os olhos não somente para aquela sociedade dos anos 60, mas para a nossa sociedade de hoje, que por mais ‘democrática’ e ‘sem preconceito’, é um poço de hipocrisia – e não referindo-se somente ao assunto ‘preconceito racial’.



Eu ri, chorei, vibrei e fiquei profundamente tocado com todos e cada um dos relatos daquelas mulheres. Com uma vida tão difícil, vê-las superar toda aquela situação e cuidar das crianças – filhos das mulheres brancas – com todo aquele carinho e dedicação é algo tão esplendidamente bonito.

Sem dúvidas, a Skeeter é uma personagem notavelmente especial. O modo como ela enxerga o mundo, amplamente e sem preconceito é algo que devemos tomar como lição e trazer para nossa vida. A interpretação brilhante da Emma Stone também é o grande ápice do filme. Acho que o mais notável de tudo é quando vemos a importância que ela dá para essas mulheres por ter vivido e ter sido criada com uma delas.


A Aibileen é daquelas personagens que eu ouso dizer que nunca esqueceremos. Mais que uma heroína, ela é um ser humano incrível. Sua história de vida e os desafios que ela teve que superar poderiam torná-la uma pessoa amarga e desprezível, porém ela usou isso em seu favor tornando-se alguém forte e determinada. Mesmo vivendo quase que dentro de um casulo, aos poucos ela abre-se para Skeeter e consegue nos fazer chorar com tudo que ela tem a dizer.


Somos envolvidos totalmente por aquela atmosfera, e aos poucos vemos a nossa própria história cruzar-se com a história daquelas mulheres.

Ah, e não fique envergonhado se em um momento ou outro você se pegar fungando ou derramando uma lágrima aqui ou ali, isso é totalmente normal e aconteceu comigo. Talvez essas histórias sirvam para nos mostrar o quanto o amor e a igualdade são valores de fundamental importância para a sociedade. Banhado em sentimentalismo e com toques irônicos, vemos que por mais difícil que a vida possa parecer – principalmente para quem tem que enfrentar todas aquelas dificuldades – o melhor é aproveitar e tentar tirar as coisas boas de tudo. Afinal nada nem ninguém é totalmente ruim.

Um filme espetacularmente brilhante. Uma história comovente. ‘Histórias Cruzadas’ é um filme que deve ser assistido por todas as pessoas do mundo.
E espero sinceramente, que essa história consiga penetrar no coração de todos e cada um que o assistirem e os tornem mais humanos.

Bom Filme!!!